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Toda garrafa de refrigerante ou água que você já tomou tinha um destino possível além do lixo. Uma parte virou fibra têxtil. E é bem provável que você já tenha em casa algum produto feito com ela, mesmo sem saber.

Esse material se chama RPET, e ele está por trás de coisas que a gente usa todo dia, incluindo alguns produtos aqui da Händz. Vamos te explicar o que é, como funciona o processo e por que isso importa de verdade, não só como discurso de sustentabilidade.

O que é RPET, afinal

RPET é a sigla pra poliéster reciclado. Na prática, é o mesmo poliéster que a gente conhece do dia a dia, só que feito a partir de garrafas PET, o plástico transparente usado em embalagens de bebida, em vez de petróleo virgem. O processo funciona derretendo o plástico e transformando o em fibra de poliéster novamente, pronta pra virar tecido.

O caminho mais comum é a reciclagem mecânica, que consiste em pegar a garrafa, lavá-la e transformá-la em pequenos flocos de poliéster, que então passam pelo processo tradicional de fabricação de fibras (1). É o método mais usado no mundo pra produzir RPET, principalmente porque é mais barato e não exige produtos químicos além dos detergentes de limpeza (1).

Reciclado não significa mais frágil

Uma dúvida comum é se material reciclado perde qualidade. A resposta, pelo menos nesse caso, é não.

Durante o processo de reciclagem mecânica, o material passa por refusão e é transformado novamente em fibra, mantendo a mesma composição da fibra original (2). Na prática, isso significa que o RPET tem qualidade equivalente à do poliéster feito do zero. A diferença real entre os dois não está na qualidade do produto final, está no impacto que cada um deixa pra trás.

Por que isso importa de verdade

Aqui entram os números que fazem a diferença ficar mais concreta. Segundo um estudo de 2017 do Ministério do Meio Ambiente da Suíça, citado pela FashionUnited (1), a produção de poliéster reciclado exige 59% menos energia do que a produção do poliéster virgem, já que elimina a etapa de extrair e refinar petróleo. A mesma reportagem cita dados da WRAP, organização britânica referência em reciclagem, mostrando que as emissões de CO2 também caem, em até 32% na comparação entre os dois processos (1).

E o Brasil, aliás, tem um papel relevante nessa história. Segundo o Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela ABIPET (3), a taxa de reciclagem do PET no país está em 56,4%, bem acima da média nacional de reciclagem de plástico em geral. Isso coloca o Brasil entre os países com melhor desempenho nesse tipo de reciclagem no mundo, e quer dizer que boa parte da matéria prima pro RPET já está bem mais perto do que parece.

RPET não é só tecido

Uma coisa que costuma passar despercebida é que o RPET vai muito além do revestimento de tecido em cabos e produtos têxteis. O mesmo plástico das garrafas PET, depois de passar pelo processo de reciclagem, também pode virar peça rígida, estrutural, usada no corpo de produtos inteiros, não só no acabamento externo.

Isso quer dizer que o RPET pode aparecer tanto naquele tecido trançado que você vê e sente ao segurar um cabo, quanto na estrutura interna e externa de carregadores, caixas de som e outros equipamentos. É plástico reciclado assumindo funções bem diferentes, dependendo de como ele é processado e aplicado.

Na prática, isso amplia bastante o alcance do material. Não é só sobre substituir um tipo de tecido por outro mais sustentável, é sobre repensar de que matéria prima um produto inteiro pode ser feito, do revestimento até a peça que fica por dentro.

Onde a Händz usa RPET

Aqui na Händz, o RPET não é só um discurso, ele está dentro de produtos que a gente já vende.

O cabo Ultra é revestido em RPET com reforço de kevlar, feito pra aguentar o uso mais pesado do dia a dia sem abrir mão da resistência. É o mesmo material, aplicado pensando em quem precisa de um cabo que não vai ceder fácil.

Já a caixa de som Füsion Pro é revestida com RPET e bambu na composição. Além de tocar suas músicas com potência de 10W e bateria de longa duração, ela carrega esse compromisso de material logo na estrutura, sem parecer que sustentabilidade e design precisam abrir mão um do outro.

E pra quem carrega o celular sem fio no dia a dia, tem o carregador Füsion MagSafe, feito metade em cortiça certificada e metade em RPET. Ele tem fixação magnética compatível com iPhone 12 ou superior e qualquer smartphone com tecnologia Qi, entrega 15W de potência e também vem com 3 anos de garantia.

O material muda, o cuidado com o planeta continua

RPET não é só uma palavra bonita em descrição de produto. É plástico que já existia, que já ia parar em algum lugar, e que ganhou uma nova função em vez de virar lixo por muito, muito tempo.

Da próxima vez que você olhar pro seu cabo ou pra sua caixa de som, vale lembrar que o material por trás dele também conta uma história.

Conheça os produtos com RPET da Händz

 

Referências

(1) FashionUnited Brasil. Quão sustentáveis são os tecidos feitos de garrafa PET reciclada?

(2) ITJV Têxteis. Poliéster Reciclado

(3) Mundo do Plástico. PET é a resina com maior índice de reciclagem no Brasil, segundo Censo ABIPET

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